terça-feira, 17 de junho de 2008
adeus, chefe
a partir de hoje somos órfãos. perde-se um chefe como se perde um pai, um amigo, alguém que gostava de nós e nos ouvia. mesmo na dor da doença, escutava-nos atentamente. pensava no nosso futuro. não queria que nos perdêssemos. mas a partir de hoje somos órfãos. e nada mais resta do que não esquecer o que sempre nos dizia.
quinta-feira, 29 de maio de 2008
terça-feira, 27 de maio de 2008
Silêncio e amor
Cristo diz: «É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei» (João 15,12). Precisamos de silêncio para acolher estas palavras e pô-las em prática. Quando estamos agitados e inquietos, temos tantos argumentos e razões para não perdoar e para não amar facilmente. Mas quando temos «a nossa alma em paz e silêncio», estas razões desaparecem. Talvez por vezes evitemos o silêncio, preferindo-lhe qualquer barulho, palavras ou distracções quaisquer que elas sejam, porque a paz interior é uma questão arriscada: torna-nos vazios e pobres, dissolve a amargura e as revoltas e leva-nos ao dom de nós mesmos. Silenciosos e pobres, os nossos corações são conquistados pelo Espírito Santo, cheios de um amor incondicional. De forma humilde mas certa, o silêncio leva a amar.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
da escuridão
o problema de falharmos inapelavelmente na vida (parafraseando ruy belo) não é a vida ser posta em causa. ou o seu sentido. o problema é mesmo o falhanço. ou a falha. que é o mesmo que dizer: não sopra uma brisa sequer. não há um único raio de luz. é a escuridão e o deserto cálido na sua máxima plenitude.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
estado puro
dizias-me às vezes que não sabias amar. que amavas demais. que não amavas o suficiente. que tudo te parecia sempre insuficiente. quanto tempo nos podemos desencontrar mais nas ruas da cidade, que não seja sempre o tempo da certeza do reencontro. agora aqui. digo-te sem hesitações. não procures. não vale a pena. o amor não tem uma medida. existe, parece-me que existe. de uma forma simples e confusa. suave e arrebatadora. o amor é a vida sem limites. a vida em estado puro.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
quarta-feira, 23 de abril de 2008
quarta-feira, 16 de abril de 2008
sexta-feira, 11 de abril de 2008
dia da águia, "they said"
de manhã os jornais anunciavam que o benfica não precisava dos árbitros, nem mesmo dos que usaram caneleiras no passado (aka "sinto azia pelo jogo de ontem" - um derby de lisboa onde o sporting foi roubadíssmo). à noite descubro que afinal podiam ter mesmo jogado sozinhos. para levar 3 na pá não precisavam realmente do árbitro. só quero mesmo ver o que o jornalismo oficial vai dizer amanhã do dia da águia.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
sexta-feira, 28 de março de 2008
do sul

sou do sul. do mediterrâneo. gosto da terra. do entardecer. das casas brancas. do azul do céu. do cheiro das laranjeiras em flor. da roupa lavada ao sol. sou do sul. prefiro as planícies aos vales e às montanhas. prefiro o barro e o xisto ao granito. sou do sul. dos cantares pela noite fora. dos homens que se juntam para serem uma única voz. uma voz sem chuva. seca e grave como a terra. mas tão próxima dos corações que choram.
terça-feira, 18 de março de 2008
hotel de tóquio
eu quis escrever um post sobre o drama do passado domingo no pavilhão atlântico mas depois o blogger fez o favor de me destruir a prosa. por isso não escrevo mais sobre isso. pergunto apenas: quem são esses rapazolas quer versam sobre as monções?
quinta-feira, 6 de março de 2008
o amor não existe
às vezes o amor não resiste à imperfeição das coisas e dos homens. é como uma folha de papel na qual se escreve, anota e corrige. e no final se deita fora. como se nada tivesse valido a pena. e é por isso que, como força maior, o amor não existe. ele é um sinal na noite que somos. uma luz tão ténue que poucos a vêem.
quarta-feira, 5 de março de 2008
do inexplicável
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
dos versos perdidos por aí
ler palavras e versos antigos faz-nos lembrar como fomos. depois parece que houve um regime que nos foi secando por dentro e nos emudeceu sem explicação. quando chove na nossa vida, as barreiras rompem-se e o rio torna-se violento. e as palavras não cabem nas margens. transbordam. perdem-se. nunca mais as voltamos a encontrar. o que ficou são uma meia dúzia de papéis que alguém guardou com carinho. e um dia, quando as lemos, lembramos sempre que não sabemos a razão da carestia que tivemos de ser capazes de suportar.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
aniversário
hoje faço anos. no último ano, mudou tanta coisa que nem sei se ainda sou o mesmo. é este regime transitório em que as vidas se transformaram nos dias que correm. somos cada vez mais chuva fugaz e episódica. menos rios densos e largos rumo à felicidade.
é com este ténue pessimismo que vos agradeço o facto de virem até aqui para ler as poucas palavras que tenho escrito.
é com este ténue pessimismo que vos agradeço o facto de virem até aqui para ler as poucas palavras que tenho escrito.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
do passado
I long to take you to a secret place
Where we could lay aside our past
We'd throw the world away with all its pain
To shine like stars through storm and clouds and rain
faces in disguise
sunny day real estate, the rising tide, 2000
Where we could lay aside our past
We'd throw the world away with all its pain
To shine like stars through storm and clouds and rain
faces in disguise
sunny day real estate, the rising tide, 2000
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