quinta-feira, 24 de novembro de 2005
rapidamente
consigo passar do naufrágio da memória ao conceito de cultura. da civilização ao prato de lulas. da primeira companhia (ou lá o que estava a dar) ao blogger para mais um post-it. fim de tarde. fim de noite. até amanhã.
segunda-feira, 21 de novembro de 2005
o concerto
dos que já vi este foi o melhor. recordo também portishead no sudoeste em 1998. recordo mesmo pearl jam no dramático de cascais em 1996. recordo outros. mas este foi o melhor.
o som do coliseu estava soberbo - coisa rara nas nossas salas. o alinhamento saltitou constantemente e de uma forma harmoniosa entre o novo álbum e os precedentes. até mesmo a primeira parte encheu a medidas.
o concerto começou com a projecção das sombras da banda num desenho perfeito de silhuetas e formas e terminou com os aplausos imensos de um público vencido pela qualidade dos quatro islandeses, enquanto se projectava em fundo a capa do novo álbum e um enorme takk...
sigur rós, coliseu dos recreios, 20 de novembro de 2005 - uma data a não esquecer. nem que fosse pelos sorrisos que provocaram na noite chuvosa de lisboa.
o som do coliseu estava soberbo - coisa rara nas nossas salas. o alinhamento saltitou constantemente e de uma forma harmoniosa entre o novo álbum e os precedentes. até mesmo a primeira parte encheu a medidas.
o concerto começou com a projecção das sombras da banda num desenho perfeito de silhuetas e formas e terminou com os aplausos imensos de um público vencido pela qualidade dos quatro islandeses, enquanto se projectava em fundo a capa do novo álbum e um enorme takk...
sigur rós, coliseu dos recreios, 20 de novembro de 2005 - uma data a não esquecer. nem que fosse pelos sorrisos que provocaram na noite chuvosa de lisboa.
domingo, 20 de novembro de 2005
sexta-feira, 11 de novembro de 2005
porque o caminho é longo
dá até medo sentir tanta confiança e alegria com o mar de problemas que me sufocam. é um certo medo de uma impossibilidade, de uma relação ilógica entre crise e crescimento. ou até mesmo mudança. em cada novo dia. um renascimento de mim.
eu não vou por aí
sair da adolescência é essencialmente repetir nos nossos gestos as palavras de régio.
sexta-feira, 4 de novembro de 2005
a minha noite
são quatro paredes onde me reencontro. uma música fútil. luzes intermitentes. um divã sem psicanálise.
juventude presidencial
ouço os mandatários da juventude no expresso da meia noite . o pacman foi o mais sincero. mal preparado e desleixado, até podemos dizer. o miguel guedes é o louçã versão "músico do porto". o do partido comunista (não decorei o nome) é o jerónimo versão "jovem", "pelos trabalhadores, contra o grande capital". sempre a mesma cassete. a fadista/médica não apareceu. da joana amaral dias, só me lembro que tinha uma camisola verde...
necessidade
tu não me amas porque eu não te faço falta. é impossível ignorar. o amor é uma necessidade tão básica como qualquer outra. é afinal também por isto que te amo. porque me fazes falta. porque a noite prossegue sem ti. porque tu bastavas.
quarta-feira, 2 de novembro de 2005
zapping
não me consigo decidir. faço um zapping frenético à hora de jantar. mário soares em directo. villareal em directo. shakira em directo. mtv european music awards em directo. não preciso de fazer links. não consegui ver nada. como calcular o share desta noite?
segunda-feira, 31 de outubro de 2005
desejo para novembro
pós-socialismo
não há nada como um fim-de-semana grande com um dia de trabalho pelo meio.
de pé, ó vítimas da fome...
de pé, ó vítimas da fome...
domingo, 30 de outubro de 2005
sexta-feira, 21 de outubro de 2005
das mulheres
há dois tipos de mulheres que não me interessam. as que arranjam demasiado as unhas. as que mascam pastilha de boca aberta. e, confesso, também as que falam alto. todos os outros tipos são a elite do género.
terça-feira, 18 de outubro de 2005
metodologia
o gosto pela história teve um início perfeitamente infantil. descobrir que tinha havido pessoas antes de mim e até antes dos meus pais, ou ouvir a minha mãe contar o que eu tinha feito, as minhas histórias. saber como a verdade não pode ser objectiva. às vezes corrigia. outras vezes silenciava. fazia a minha história de vencedor. às vezes envergonhava-me. outras vezes sorria. a história é sempre um discurso dos vencedores.
dos vencedores que sabem escutar.
dos vencedores que sabem escutar.
domingo, 16 de outubro de 2005
porque hoje é sábado
nem imaginas como um beijo teu e uma ou duas músicas poderiam mudar a minha vida.
quinta-feira, 13 de outubro de 2005
herbalife sucks
o único prazer de ir assistir a uma sessão matinal de lavagem cerebral anti-gordura, via herbalife, é sair a meio, apanhar o metro e almoçar um belo e gorduroso repasto numa daquelas tascas com ar de restaurante que abundam na baixa da cidade.
o meu pai também é historiador
e é o mais longo contador de histórias que conheço. fica sempre algures entre o tédio e a exaltação de um profissional. gosto sobretudo das histórias antigas cujos personagens têm nomes que já não existem. nomes que morreram com a passagem irreversível de um determinado tempo. gosto das histórias com muitos pormenores. saborear as suas imagens. a sua revelação de um passado que nunca poderei viver.
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