segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
nunca mais passei por lá
"(...)
Isso era por exemplo o que me acontecia
quando há anos nas manhãs de roma
entre os pinheiros ainda indecisos
do meu perdido parque de villa borghese
eu via essa mulher e esse homem
que naqueles encontros pontuais
Decerto não seriam tão felizes como neles eu
pois a felicidade para nós possível
é sempre a que sonhamos que há nos outros
Até que certo dia não sei bem
Ou não passei por lá ou eles não foram
nunca mais foram nunca mais passei por lá
Passamos como tudo sem remédio passa
e um dia decerto mesmo duvidamos
dia não tão distante como nós pensamos
se estivemos ali se madrid existiu
( ...)"
ruy belo - muriel
Isso era por exemplo o que me acontecia
quando há anos nas manhãs de roma
entre os pinheiros ainda indecisos
do meu perdido parque de villa borghese
eu via essa mulher e esse homem
que naqueles encontros pontuais
Decerto não seriam tão felizes como neles eu
pois a felicidade para nós possível
é sempre a que sonhamos que há nos outros
Até que certo dia não sei bem
Ou não passei por lá ou eles não foram
nunca mais foram nunca mais passei por lá
Passamos como tudo sem remédio passa
e um dia decerto mesmo duvidamos
dia não tão distante como nós pensamos
se estivemos ali se madrid existiu
( ...)"
ruy belo - muriel
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
da crise
sao tristes os dias em que nos apercebemos um pouco mais do quao enganados fomos ou do quao enganado fui. nao posso hoje acreditar que alguma daquelas pessoas que nos representam nos possa querer bem. nao vejo um so a estar mal para um de nos estar bem. se o serviço era sacrificio entao tudo isso terminou. sei que nao fui o primeiro a chegar aqui. tenho hoje a certeza que quis acreditar demasiado tempo que os que nos serviam se sacrificavam por todos. passado este tempo ingenuo resta-me procurar outro caminho. para ja, sem acentos, que os tempos sao mesmo de crise.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
até todos terem o que precisam
..."why don't we plant a mechanic virus and erase the memory of the machines that maintain this capitalist dynasty? and yes, i recognize the irony that the very system i oppose affords me the luxury of biting the hand that feeds. but that's exactly why priviledged fucks like me should feel obliged to whine and kick and scream - until everyone has everything they need."
domingo, 8 de janeiro de 2012
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
um amor que nos ultrapassa
"Numa época em que muitos se perguntam «qual é verdadeiramente o sentido da minha vida?», nós, os irmãos da nossa comunidade, gostaríamos de dizer claramente: encontra-se na solidariedade com os outros, vivida em actos concretos. Tal solidariedade permite pressentir que há um amor que nos ultrapassa; leva-nos a acreditar no amor de Deus por cada ser humano."
Ler aqui
Ler aqui
sábado, 24 de dezembro de 2011
pela justiça há-de erguer-se
(...)
Eu caminhava e como que dizia
àquele homem de guerra oculta pela calma:
se cais pela justiça alguém pela justiça
há-de erguer-se no sítio exacto onde caíste
e há-de levar mais longe o incontido lume
visível nesse teu olhar molhado e triste
Não temas nem sequer o não poder falar
porque fala por ti o teu olhar
Olhei mais uma vez aquele rosto era natal
é certo que o silêncio entristecia
mas não fazia mal pensei pois me bastara olhar
tal rosto para ver que alguém nascia
ruy belo - um rosto no natal
Feliz Natal.
Eu caminhava e como que dizia
àquele homem de guerra oculta pela calma:
se cais pela justiça alguém pela justiça
há-de erguer-se no sítio exacto onde caíste
e há-de levar mais longe o incontido lume
visível nesse teu olhar molhado e triste
Não temas nem sequer o não poder falar
porque fala por ti o teu olhar
Olhei mais uma vez aquele rosto era natal
é certo que o silêncio entristecia
mas não fazia mal pensei pois me bastara olhar
tal rosto para ver que alguém nascia
ruy belo - um rosto no natal
Feliz Natal.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
penso bastante nisto
O contrário da amizade não é a inimizade mas a estranheza. Dois amigos perdem a amizade quando deixam de se reconhecer um ao outro; quando passam a seguir caminhos diferentes, habitantes de um mundo já que não dividem. E mesmo que tais caminhos se cruzem como provavelmente se cruzarão, continuarão a ser sempre diferentes, estranhos, incontactáveis. "Que temos de nos tornar estranhos é a lei acima de nós", escreve Nietzche em A Gaia Ciência. "Pelo mesmo motivo devemos tornar-nos mais veneráveis um para o outro e a memória da nossa amizade deve tornar-se ainda mais sagrada". É um fragmento consolador este, em que comecei a pensar mal me apercebi de que também tenho amizades antigas, alienadas. A consolação está em podermos imaginar a amizade perdida como uma estrela que assiduamente nos contempla, que merece por isso o nosso respeito e reverência.
A estrela da amizade
http://www.setesombras.blogspot.com/2011/08/estrela-da-amizade.html
A estrela da amizade
http://www.setesombras.blogspot.com/2011/08/estrela-da-amizade.html
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
quarta-feira, 15 de junho de 2011
desalinhado
nunca mais escrevi uma linha
tenho medo de errar
de ver aparecer em cada interstício
a vergonha de um espaço em branco
tenho medo de errar
de ver aparecer em cada interstício
a vergonha de um espaço em branco
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Subscrever:
Mensagens (Atom)









