quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

como as aves


















como as aves que cantam de manhã, ao descobrirem que vivem depois da noite.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

oh jimmy
















ele não procurava o teu perdão.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

o melhor da aristocracia

este blogue era para ter terminado assim

penso bastante nisto

O contrário da amizade não é a inimizade mas a estranheza. Dois amigos perdem a amizade quando deixam de se reconhecer um ao outro; quando passam a seguir caminhos diferentes, habitantes de um mundo já que não dividem. E mesmo que tais caminhos se cruzem como provavelmente se cruzarão, continuarão a ser sempre diferentes, estranhos, incontactáveis. "Que temos de nos tornar estranhos é a lei acima de nós", escreve Nietzche em A Gaia Ciência. "Pelo mesmo motivo devemos tornar-nos mais veneráveis um para o outro e a memória da nossa amizade deve tornar-se ainda mais sagrada". É um fragmento consolador este, em que comecei a pensar mal me apercebi de que também tenho amizades antigas, alienadas. A consolação está em podermos imaginar a amizade perdida como uma estrela que assiduamente nos contempla, que merece por isso o nosso respeito e reverência.

A estrela da amizade
http://www.setesombras.blogspot.com/2011/08/estrela-da-amizade.html

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

33 anos


cumprem-se hoje 33 anos sobre a morte de ruy belo.

foto

quarta-feira, 15 de junho de 2011

desalinhado

nunca mais escrevi uma linha

tenho medo de errar

de ver aparecer em cada interstício
a vergonha de um espaço em branco

segunda-feira, 18 de abril de 2011

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

the grown up kids

Madrugada dentro, numa noite mansamente triste de Inverno, lembro-me de quanto mudei. Há quase duas décadas, aqui deitado, não aceitava levar uma vida que não fosse digna de ser vivida. Queria imperativamente deixar alguma coisa que me sobrevivesse. Agora é diferente. Já sei que de mim nada fica, mas não acho a vida menos digna de ser vivida por causa disso. Desisti da infelicidade porque aceitei o fracasso. É a vida de adulto.

Pedro Mexia

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

a vida em seis versos

Noutras alturas do ano quando a timidez se apodera de mim
ou não consigo olhar alguém nos olhos ou tratar de um assunto prático
tomo um whisky telefono a alguém leio certo tempo o jornal
Agora nestes finais de agosto quando o sol por momentos como que hesitou
o que fiz foi correr as persianas rodear-me de uma certa escuridão
e deixar correr a fita onde se encontra gravado o requiem de mozart

"nos finais do verão"
ruy belo

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

que fazer quando tudo arde

"Percentagem significativa do que arde é mato, e da restante percentagem não significativa percentagem significativa é eucalipto. Depois, quando ardem valores ecológicos importantes, como os incêndios das serras algarvias aqui há uns anos, na Arrábida ou no Gerês, verifica-se que até os técnicos do Instituto Superior de Agronomia se espantam com a velocidade de recuperação do coberto florestal: a nossa flora autócne adora fogo. A verdade é que a generalizada vuvucalização mediática em redor dos incêndios é, em grande medida, uma mistura pendular entre a ignorância e o sentimentalismo táctico."
Ler o resto aqui.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

I love jamaica


















I wanna love you and treat you right
I wanna love you every day and every night
We'll be together with a roof right over our heads
We'll share the shelter of my single bed
We'll share the same room, yeah! - for Jah provide the bread
Is this love - is this love - is this love
Is this love that I'm feelin'?
Is this love - is this love - is this love
Is this love that I'm feelin'?
I wanna know - wanna know - wanna know now!
I got to know - got to know - got to know now!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

quarta-feira, 16 de junho de 2010

se me amas

eu passava quase todos os dias por aquela montra. algo azul como o mar chamava a atenção. não me consigo lembrar, talvez uma blusa, uma camisa. pensava que ficaria bem a quem amava. passei tantos dias por aquela montra e um dia atravessei a cidade puxando a mão dela para lhe mostrar. havia o gosto, o sonho e o desejo. havia a necessidade de tudo partilhar. uma necessidade infantil de ser tudo a toda a hora. de nada ser meu. de tudo ser nosso.

ela viu e não gostou. como gostaremos nós do que não podemos ver?

quarta-feira, 31 de março de 2010

coisas que não mudam



uma vez mais a sul. para o sul.

segunda-feira, 1 de março de 2010